O desfralde – parte 4: a luz ao fundo do túnel

A última vez que escrevi sobre o desfralde foi já há um mês, dias após o regresso das Pipocas ao infantário.

Começámos a trabalhar a sério no desfralde em Março, mas até fins de Abril não havia forma de notarmos qualquer manifestação da Pipoca relativamente ao controlo da bexiga e esfíncter. No entanto, nós sabíamos que no infantário (até Março, portanto) ela já tinha momentos em que manifestava vontade de ir à casa-de-banho. Sabemos que o ambiente no infantário é diferente e que ela tem outros exemplos com os colegas, e sabemos também que estarmos confinados os quatro transforma o dia em dinamite pronta a explodir. Se há coisa que ela precisa é de motivação e de pais sãos e na altura não estava a ter nada disto.

Decidimos então dar um passo atrás – ou vários – e voltar à fralda a tempo inteiro, indo sempre motivando para que nos avisasse se tivesse vontade de ir à sanita. Não resultou, mas funcionou como momento de pausa até regressarmos ao infantário.

Tentamos ter alguma ideia de como estaria a correr o desfralde no infantário pela educadora, e a resposta dela era sempre bastante positiva. Já pedia várias vezes para ir à sanita, de vez em quando ia tendo acidentes, mas, sobretudo, já manifestava desagrado em usar fralda. Nós também percebemos como correm os dias pela roupa que vem para lavar: se nos entregam 3 cuecas, 2 saias, um par de calças, meias e calçado para lavar, tudo no mesmo dia, vocês práticamente desejam pôr a miúda a fraldas até aprender a lavar a roupa sozinha. 🤪

Portanto, no infantário as coisas corriam bem, mas em casa nem por isso. Em casa, ela sabia que tinha vontade de fazer o que fosse, e fazia no chão, no sofá, na cadeira, no castelo de brincar,… Pensem num sítio e já lá devo ter ido limpar chichi. O pior de tudo era libertar submarinos no banho. Antes do banho, ia (e vai) sempre ao pote ou sanita e ainda assim tivemos que sacar cocós do banho em 4 ocasiões. Socorro!

Nós ainda pensámos que pudesse mudar ao ver-nos tristes ou desagradados, ou que ao perder o banho com brincadeira (passou a ser chuveirada rápida). Mas nada disso.

Até que há talvez duas semanas ela fez chichi no Castelo de brincar e nós tivemos que o tirar do quarto para o limpar e acabamos por arrumá-lo, assim como alguns dos bonecos que ela lá tinha.

Agora salto no tempo e digo que 4 é realmente o número mágico aqui.

Este é o quarto dia seguido em que ela pede sempre para ir à casa-de-banho, não tem acidentes na escola e só usa a fralda para dormir. Neste intervalo até aqui chegarmos percebemos que ela não queria mesmo usar a fralda e, para além disso, já não ficava confortável com ela.

Nao vos sei dizer ao certo qual foi o “momento da verdade” para ela. Só sei que foi assim, de repente. Ou então é essa a nossa sensação. Temos consciência de que isto foi algo construído ao longo de meses, mas está mudança foi mesmo repentina.

Espero que assim se mantenha! 😁

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