O cabelo pós maternidade e o Método Curly Girl

A maior alteração que tive no meu corpo advinda da gravidez e amamentação foi uma mudança notória na estrutura do meu cabelo.

O meu cabelo antes quase liso e fino, engrossou bastante e encarolou. 🤷‍♀️

O que é que isto significa, em termos práticos? Que os poucos produtos que usava deixaram de dar resultado e que passei a ter um rabo de cavalo farfalhudo. Gaaaah. 🤦‍♀️

Ainda experimentei mudar alguns produtos e usar alguns anti-frizz, mas sem bom resultado. A culpa não é deles; é minha, que estava claramente a insistir num caminho que não ia dar nada de especial. Pelo meio fiquei novamente grávida e confesso que tive receio de passar a ter uma peruca afro, mas a coisa controlou-se. Não é afro e eu não sou o Bongo.

Comecei a pesquisar e dei, antes de mais, com um grupo de Facebook chamado “Caracóis perfeitos – Método Curly Girl – Portugal“. Já tinha ouvido falar (ou melhor, lido algures online) sobre o método Curly Girl, mas tudo me pareceu super complicado, por isso na altura nem fiz caso. Antes de irem todas (ou todos) a correr pedir entrada no grupo, dois avisos:

1) o grupo não é só para pessoal com mega caracóis; é direcionado para cabelos ondulados e encaracolados, mas tem imenso conteúdo válido para quem tem cabelo liso;

2) vão apanhar uma enchente de informação e, como em tantas situações, nem tudo será relevante. Aprendam a filtrar e a pesquisar. Já aqui voltamos. Agora aproveitem para decorar a minha fronha.

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Alguns de vocês conhecem a minha relação com os grupos de Facebook: não consigo aguentar as pessoas, mas não posso viver sem os grupos. A minha solução? Desligar as notificações e ir lá quando preciso de pesquisar ou de publicar alguma coisa. (Porque não, eu não tenho pachorra para o drama diário de centenas de pessoas, mas sim, há muita coisa boa em muitos grupos.)

Então, de uma forma simples, o Método Curly Girl ficou conhecido após Lorraine Massey, uma cabeleireira norte-americana, ter publicado um livro chamado “Curly Girl – The Handbook”. No livro, ela ensina novas formas de cuidar de cabelos encaracolados e encrespados, explicando quais os produtos químicos que devem ser evitados para que o cabelo se torne saudável. De uma forma muito genérica, os champôs com sulfatos devem ser trocados por champôs sem sulfatos, e os restantes produtos não devem ter petrolatos, alguns alcoóis que secam o cabelo, etc.

O primeiro pensamento é “mqw agora vou ter que decorar que químicos não devo usar”? Longe disso, pelo menos para mim. Primeiro, eu tenho duas filhas pequenas; qualquer dia em que não tenha umas sapatilhas no frigorífico ou não lhes troque a roupa é um bom dia. Imaginem-me lá a tentar decorar nome de químicos. Segundo, estamos na era da Internet. E há uma ferramenta muito fixe para nós ajudar chamada Curlsbot. Por isso, na dúvida podem ir à net procurar a lista de ingredientes de um produto e colar no Curlsbot. Terceiro, existe o grupo no Facebook. Pesquisem pelos produtos na lupa, façam publicações a questionar, e vejam os álbuns já criados com os produtos compatíveis com método. A partir daí, o mundo é vosso para conquistar!

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Vão ver imenso produtos lá de marcas  de que nunca ouviram falar, mas está tudo bem. Depois de se começarem a inteirar a decisão é vossa. Há quem deixe logo de usar os produtos que têm em casa como se, de repente, todo o mal do mundo deles adviesse. Outras pessoas vão mudando à medida que os produtos que têm terminam. E ainda aquelas que não seguem o método à risca e só mudam aqueles com que não estão satisfeitos. Está tudo bem, ok? Eu não sou fã de desperdício e, por isso, fui (e vou) usando os produtos que já tinha. À medida que acabam, compro outros já aconselhados no grupo.

Ao começarem a ler sobre este assunto, vão deparar-se com termos como “low poo”, “no poo” ou “co-wash”. Em modo “1, 2, 3”, como as picadora Moulinex, todos estes termos se referem à lavagem do cabelo. “Low poo” é a lavagem com um champô compatível com o método (sem sulfatos nem agentes agressivos); “no poo” é a lavagem sem champô; e “co-wash” é a lavagem com condicionador lavante. Confesso que não consigo fazer uma rotina sem champô, mas já fiz co-wash várias vezes e é surpreendente como gostei do resultado.

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Para terem ideia, neste momento ainda uso o meu champô antigo da Tresemme (que não é compatível com o método, mas eu não o vou deitar fora) e intercalo com lavagens de co-wash com o Comigo Ninguém Pode (da Lola Cosmetics) ou com o champô de Argão da Lovea. Uso sempre máscara porque ao lavo o cabelo uma ou duas vezes por semana. Normalmente uso a de Argão da Ultra Suave, e quando o cabelo está mais fragilizado uso a de Papaia da Fructis.

Mas tanto dão estes como quaisquer outros, porque cada cabelo tem necessidades diferentes. Eu tento também encontrar produtos de supermercado e de fácil acesso. O único que uso que é mais difícil de encontrar é o Comigo Ninguém Pode, que é também o mais caro. Comprei online a uma loja de Lisboa, e sei que vai durar meses.

Se tiverem alguém conhecido – amigos ou colegas de trabalho – que também andem a usar produtos compatíveis com o método Curly Girl, podem sempre trocar amostras para experimentarem sem terem que comprar um produto novo de que podem não gostar.

Em suma, um post longo que dá para esticar por ainda mais posts para vos dizer que o cabelo muda, mas vocês podem adaptar-se e ajudá-lo a ficar mais saudável. Eu podia fazer mais coisas recomendáveis, mas honestamente gosto das coisas muito, muito simples. 💆‍♀️💇‍♀️

 

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