Babywearing, the beginning

Corria o agora longínquo mês de abril, quando eu, grávida, e o meu marido fomos a um casamento de amigos em Lisboa.

Dos convidados conhecíamos pouca gente (na verdade, o meu marido conhecia uma ou duas pessoas apenas), mas acabámos à conversa com um casal super simpático.

A Mariana, a mãe da página Mãe ao Cubo que já podem conhecer, falou-nos das experiências dela nos partos, da função da doula e também do que o babywearing. Baby…quê?

Babywearing.

O Babywearing é uma técnica com já vários séculos que caiu em desuso com a industrialização, começando a ser mais usado o carrinho e o coque para transportar o bebé.

Os bebés têm que andar ao colo, certo? Então, no fundo, é pegar nessa necessidade e transformá-la em algo funcional, ao mesmo tempo que dá ao bebé todo o conforto e carinho de que precisa. Com o bónus de… criar autênticos “kits mãos livres” para os pais!

Carregar os bebés permite que haja um maior contacto entre mãe/pai e bebé, ao mesmo tempo que os braços ficam livres e disponíveis para realizar as tarefas domésticas.

Não é novidade para ninguém que o parto é um momento de choque e rutura para os bebés. Passam meses num sítio aconchegado, aninhados em posição fetal, a serem embalados todo o dia, enquanto ouvem a sua banda sonora preferida (o batimento cardíaco e outros sons do corpo materno). Ao saírem cá para fora, passam a estar esticados, num sítio mais frio e com menos contacto com a mãe.

Vários foram os profissionais que nos disseram (e dizem ainda): “papás, é para dar colo!”.
Não é à toa que da maioria das vezes que uma criança chora, pegar ao colo a acalma. Têm conforto e segurança.
Claro que isto é tudo maravilhoso, até nos lembrarmos que andar horas com eles ao colo não é propriamente confortável, quanto mais não seja porque eles crescem e ficam mais pesados.

É aqui que entra o babywearing.
Para que não se troque tão facilmente o transporte ao colo pelo carrinho, existem uma série porta-bebés completamente ergonómicos que nos ajudam com esta tarefa de carregar a cria desde o nascimento.

Aqui o vosso vocabulário vai começando a ficar cada vez mais rico: panos, slings, ring slings, woven wrap, mei tai, mochilas, etc etc etc, são tudo palavras que quem explora um pouco o mundo do babywearing acaba por adotar.

Para os iniciantes neste mundo, recomendo que entrem no grupo Babywearing Portugal.

Para além da comunidade ser super simpática e das consultoras serem muito cuidadosas e disponíveis na ajuda, podemos conhecer alguém com as mesmas dúvidas e até pessoal da nossa zona.

Posto isto, e como o posto já vai um pouco longo, vou deixar para o seguinte o exemplo do que usamos cá em casa 😉

~a

 

6 thoughts on “Babywearing, the beginning

  1. Gosto mesmo muito do babywearing mas apenas usamos marsúpio pois nao tenho grande habilidade de colocar o sling… a os receios de mae de primeira viagem, mas adoro ver quem usa 🙂
    Bjinhosss

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    1. Olá, Matilde!
      Nós experimentámos também mochilas (se quiser aderir ao grupo Babywearing Portugal consegue ver alguns exemplos). 🙂 A nossa filhota nasceu pequena e então foi ainda mais importante arranjar uma alternativa aos marsúpios tradicionais 😉 Também pensei que não me ia habituar mas depois de umas vezes a pôr e tirar, passaram os medos.
      Beijinhos!

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