Mala da maternidade

Uma das coisas mais importantes a tratar durante a gravidez é a mala que vamos levar para o hospital quando entrarmos em trabalho de parto.

Como em muitas coisas, vamos aplicar a regra KISS (Keep It Simple, Stupid), mas sem nos esquecermos de nada essencial.

Antes de mais, vamos organizar a mente em mala da mãe, mala do bebé e mala do pai (que também é importante!). Aqui vou dar-vos as quantidades para uns 3 dias no hospital, o comum num parto normal. Se ficarem mais tempo e souberem de antemão, é só porem mais.

Mala da mãe:

  • Roupa interior:
    • Soutiens de amamentação (um ou dois) – já falámos deles antes, ok?
    • Cuecas descartáveis: eu levei duas embalagens com 4, tamanho M (que é o tamanho que visto e que vestia no fim da gravidez), e levei um saco com outras tantas cuecas mais largas e “velhas” que tinha por casa e eram muito confortáveis. No caso de ficarem com sangue (e ficaram, inevitavelmente), deitam-se fora porque são “velhas”.
    • Meias: um ou dois pares, porque apesar de todo o aquecimento nos hospitais, podem ficar mais confortáveis.
  • Roupa para dormir (pensem nisto como a vossa roupa enquanto estiverem internadas):
    • Camisas de dormir: são muito mais práticas do que o pijama de duas peças, até porque nos primeiros dias vão andar a libertar sangue como se não houvesse amanhã (especialmente se tiverem um parto normal). Podem arranjar de amamentação nas lojas próprias ou nas lojas de que falei em posts anteriores (nomeadamente na Primark e na Kiabi). Eu, como não quis ficar com roupa especial de amamentação pendurada, comprei duas camisas de dormir larguinhas com botões à frente que davam para amamentar à vontade e outra de alças elásticas. Para andar em casa, arranjei t-shirts largas com botões e, como tive a pipoca no verão, calções largos e baratos.
  • Chinelos de quarto
  • Chinelos de banho
  • Roupa para a saída: a vossa roupa da saída deve ser confortável. Vão vestir mais ou menos o que vestiam no fim da gravidez (no parto normal perdem mais barriga logo, mas não se esqueçam que as ancas ainda não foram ao sítio :)). Eu optei por levar no saco umas calças de fato de treino largas, quase sem elástico e uma t-shirt larga. Serviu que nem uma luva!
  • Roupão: eu levei o meu roupão de verão, mais fino, mas nem fiz uso dele. O quarto era privado, estava sempre calor, por isso não fez falta. No entanto, se forem para um sítio em que o quarto seja partilhado, ou se contarem sair do quarto, vai dar-vos jeito.
  • Bolsa de higiene: Não é por estarem no hospital que não vão tratar da vossa higiene pessoal, certo? Então levem o que levariam em viagem: a escova de dentes, pasta de dentes, sabonete e champô (eu levei amostras, mesmo sabendo que no hospital tinham à disposição), o vosso creme hidratante, a escova de cabelo e aquelas coisinhas que vocês usam diariamente. Aproveitem a onda e arrumem também os chinelos de banho.
  • Pensos higiénicos: Levem dos grossos para o primeiro dia (chegaram desses para mim, usei 4) e dos noite para a frente. Levei uma embalagem dos de noite para o hospital e ainda usei em casa durante uma semana (depois passei para os normais, que usei mais cerca de 15 dias). Contudo, no hospital também providenciaram dos grossos, pelo que acabei só por usar os de lá. Aquela coisa de andarem a largar sangue como se não houvesse amanhã? É para isso mesmo – não se assustem, é normal. Depois varia a duração de mulher para mulher, mas de resto é perfeitamente normal.
  • Purelan (da Medela): é lanolina, algo maravilhoso que todas as mães a amamentar devem ter. Comprem porque ainda por cima é algo que depois podem utilizar para outros fins. Comprem da marca que quiserem, porque lanolina pura é lanolina pura.
  • Discos de amamentação: levem também meia-dúzia deles. Nos workshops para grávidas oferecem constantemente, por isso levei logo dessas amostras para despachar. Vai ajudar a dar um suporte mais fofo aos vossos mamilos e a absorver o leite / colostro que sair. Eu experimentei discos da Medela, da Chicco e da Avent e estes últimos são os meus preferidos. Mas cumprem todos a função deles!

Por fim, não se esqueçam dos vossos exames médicos e documentação – no meu caso, isso foi tudo na mala do pai 🙂

Mala do bebé:

Esta foi, para mim, a mais difícil de compôr. Como é que fazemos uma mala e escolhemos roupas para alguém que ainda não nasceu?Não temos ideia de tamanhos nem nada, por isso o ideal é irmos preparados para o caso de ser maior ou mais pequeno.

A nossa filha nasceu pequena e não tínhamos tamanhos 00 nem 0 (prematuro), só 0 a 1 e mesmo os tamanhos recém-nascido que tínhamos lhe ficavam maioritariamente grandes.

Organizamos os conjuntos por mudas: duas por dia, uma completa (body, babygrow, meias, casaco / camisola, gorro) e uma mais simples (body, babygrow). Pusemos cada uma em sacos de congelação (aqueles com ziplock) e escrevemos por fora o que eram. Exemplo: Dia 1 – Muda 1

Levámos roupas para 3 dias assim organizadas, sendo as do último dia maiores, caso fosse necessário. Tanto não foi necessário que, quando voltámos para casa, o pai teve que ir ao Norteshopping comprar 2 bodies e 2 babygrows tamanho 0, que lhe ficavam mais ao tamanho do que a roupa que tínhamos.

Levámos ainda 1 pacote de fraldas Dodot Sensitive Tamanho 1, uma embalagem de toalhitas e o Halibut. Usámos de tudo, claro. O banho nesses dias foi dado só com água, por isso não precisam de levar os sabonetes nem essas tralhas todas. São super cheirosas e giras, eu sei, mas completamente desnecessárias por esta altura.

Ainda muito importante: a chupeta. Graças a deus levámos um par de chupetas. Por mais que alguém seja apologista da doutrina “ao meu bebé, uma chupeta eu não darei”, acredito que aos primeiros 2 minutos de choro intenso se convertem a “alguém me arranje uma chupeta, antes que eu fure os tímpanos só para não o/a ouvir a berrar”. É assim, nós, pais, não conseguimos aguentar os filhos dos outros a chorar, e o nosso muito menos. Por motivos diferentes, é certo, mas é exatamente isto. A nossa filha começou com as chupetas de 0 meses da Avent, que eram as únicas que lhe serviam (já disse que ela nasceu pequena, certo?) e ainda hoje usa da mesma marca. Recomendo – ela é feliz, nós somos felizes e assim estamos todos bem.

 

Last, but not least… a mala do pai!

Toda a gente se esquece do pobre coitado que fez a criança dentro de nós (ainda que não seja fisicamente assim em 100% dos casos, mesmo os que não a fizeram vão depois tomar conta dela!). Vai o homem andar mais nervoso do que nós nos dia D, por isso cabe a nós tomar iniciativa para que ele tenha tudo o que vai ser preciso no hospital.

No nosso caso, o pai ficou comigo (o quarto era privado e tinha sofá-cama para ele), por isso levou na mala uma muda de roupa, roupa interior para os dias de internamento e o pijama. A bolsa de higiene também foi (na verdade ia tudo na minha bolsa :P), mas o mais utilitário vem agora:

  • Exames: o pai ficou com a bolsa da responsabilidade. Iam lá todos os meus exames e análises, assim como a documentação necessária (incluindo do seguro!).
  • Um livro ou umas revistas: podem ficar horas à espera e assim já ficam entretidos. Além disso, ajuda a passar os dias de internamento.
  • Carregadores para os telemóveis e outros dispositivos que levem
  • Máquina fotográfica com cartão vazio e bateria cheia (nós usámos, mas na verdade até tirámos mais fotos com o telemóvel)
  • Snacks. Sim, snacks. Porque a fome existe e não é só a da mãe (depois de estarem a soro, esqueçam lá comer, mas depois do parto, se tudo correr bem vai dar jeito). O pai precisa de comer para vos dar força e motivação e tudo e tudo e tudo.
  • Contactos das pessoas a notificar: deixem o acompanhante tratar disso, a sério.

Pensem no pai como aquela pessoa que depois vos vai tratar do que for necessário. Se for preciso ir a casa ou ir buscar alguma coisa, ele vai ou arranja quem vá, a sério. Quando voltarem a casa, isto mantém-se.

Se todas estas forem tarefas a dois (especialmente a parte do bebé e do pai), é mais giro e depois não têm o pai, na sala de parto, a perguntar “onde está a primeira roupa do bebé?”.

 

~a

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