De onde vem aquela birra?

Amanhã, a Pipoca mais velha faz dois aninhos ❤️ Aproveitámos que é o dia da semana em que o pediatra atende nos Lusíadas para irmos à consulta e assim fica a dos dois anos, da mais velha, feita e a dos dois meses, da mais nova, também.

Já tenho algumas questões na minha cabeça para lhe colocar – pelo sim, pelo não, mais vale apontar algures, porque a minha cabeça não dá para tudo.

Sobre a Pipoca mais velha, vou pedir alguns conselhos e recomendações sobre o novo prato do dia: as birras. Não é que sejam constantes, bem pelo contrário. São específicas da hora da refeição e eu até tenho ideia de onde possam vir. Suspeito que a birra para ela comer está relacionada com o facto dela fazer a refeição antes de mim (e às vezes até come coisas diferentes). Esta é a minha suspeita, porque ela passou de comer lindamente para não querer nada – mesmo quando há alguma negociação, que ia funcionando. A verdade é que ando a facilitar a passagem definitiva do jantar dela para o nosso, em termos de horário, maioritariamente por fazer as horas de jantar sozinha.

Ela janta pelas 19:30/20:00 e eu dou prioridade ao jantar dela. Muitas vezes nem tenho feito para mim, mas para ela penso com antecedência e costumo ter sempre alguma coisa preparada. Além disso, é raro jantar antes das 20:30/21:00 (questões de hábito, meus amigos) e se estiver sozinha à noite, é fácil que isso se estique para as 22:00 ou mais, altura em que estejam as duas jantadas e a dormir.

Tive ontem esta epifania, qual momento único de lucidez da semana, e algo que diz que não estarei longe da verdade.

Eu sei, é uma questão de reorganização. Pode passar por ter que preparar mais refeições antecipadamente, nem que as congele, para na altura ganhar algum tempo. Alguma dica?

Confesso que olho para isto e penso que é mais uma tarefa que sobra para mim: sou eu quem cozinha e quem faz as compras, e vou ser eu a ter que me lembrar destas coisas… Posto isto, se alguém me quiser vir trazer um tabuleiro de lasanha a casa (ou outra coisa qualquer), que diga 🤣

Precisamos de tratar desta situação e de uma forma que nos faça ganhar qualidade de vida também. (É agora que o pessoal da Yammi se disponibiliza para vir a minha casa mostrar como posso fazer esta reorganização das refeições e ao mesmo tempo ficar descansada e poupar uns trocos. Fica a dica!)

Posso dizer-vos que, fora isto, ela não costuma fazer grandes birras nem esticar muito a corda. Às vezes com sono, sim, mas essas nós conseguimos normalmente identificar bem e lidamos como tal: siga para a cama, que dormir é meio sustento.

Outras vezes quando leva um “não”, riposta, mas é pouco comum dar em grande birra. Já aconteceu dar, chegar ao ponto em que de certeza que ela não se lembra sequer do porquê de tanto choro e berrinhos, mas vendo as coisas não é fora do normal para uma criança de 2 anos.

Quando olho para esta miúda, vejo uma criança doce e meiga – com os seus minutos de gata brava de vez em quando, mas quem nunca? – e que, mesmo em situações sociais, se porta bem (muito low-profile). Brinca bem sozinha ou acompanhada (lembrem-se que ainda está numa idade em que é comum brincar melhor (com mais coerência, leia-se) com alguém mais velho do que com outra criança da mesma idade), é raro fazer asneiras e passa bastante despercebida na azáfama.

Ainda neste fim-de-semana fomos a um aniversário e havia uma miúda pouco mais velha do que ela (talvez de 4 anos, não sei ao certo) sempre a tirar-lhe os brinquedos da mão. A minha filha não foi ao confronto porque sempre a ensinamos a partilhar. Já sobre os filhos dos outros nem sempre posso dizer o mesmo, é pena. Foram três vezes as que a outra miúda lhe veio arrancar da mão o brinquedo com que ela estava. Dizia sempre que eram dela quando me via ao lado, e farta estava eu de saber que não eram. Mas nem é aí que quero chegar. Das três vezes, a minha filha ficou triste, mas a vida seguiu em frente. Foi buscar outro brinquedo e ficou na dela. Não andou com 3 ou 4 coisas na mão, nem foi arrancar nada aos outros. Eu confesso que sofro um pouco quando isto lhe acontece, porque sei que ela está na paz e vem outra criança literalmente arrancar-lhe as coisas das mãos. Ela não faz isso e sempre lhe mostrámos o que é partilhar. Não me cansaria de explicar isto à minha filha constantemente se fosse necessário; aos dos outros não seria meu dever, se não entrasse na bolha da educação da minha filha. Entre dizer à outra miúda que as coisas não são dela (e que é feio mentir, BTW) e que podem brincar juntas, sempre passam alguns segundos para eu respirar fundo e resistir à vontade de lhe mandar duas lapadonas. Don’t mess with my kids.

Adiante, fora estas questões, nem temos muitas. Algumas sobre o que é suposto ela ser capaz de fazer e sobre o desenvolvimento e pouco mais. 🙂

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