Amamentação – “once more, with feeling”

Aptamil, esse alimento mágico que faz parte da rotina desde que a nossa filha tinha uns 8 dias.

Uma semana a seguir ao parto, descobrimos que a nossa a filhota tinha perdido quase meio quilo (e não o conseguia recuperar) porque o meu leite não era suficiente para ela.  Começámos então a dar-lhe Aptamil como suplemento.

A partir daí, tudo melhorou: ela começou a engordar e a crescer de forma saudável e já não tinha fome de hora a hora.

Permitiu ainda explorar um pouco mais do que era a amamentação e procurar algum apoio, nomeadamente no Cantinho da Amamentação.

Para quem nunca ouviu falar, o Cantinho da Amamentação é um espaço que já muitos hospitais e unidades locais de saúde têm, que contam com profissionais especializados na amamentação e pós-parto. Estes profissionais ajudam com todas as questões que tenhamos sobre a amamentação, e outros assuntos relacionados.

No nosso centro de saúde, contámos com a ajuda da Enfermeira Clara Aires, uma simpatia, que nos ouviu (já mencionei como é importante ter quem nos escute, certo?) e nos explicou o que poderíamos fazer para melhorar a parte da amamentação.

Deu-nos dicas, explicou como se utilizava corretamente a bomba (e até a utilizei lá), tirou-nos dúvidas sobre os diferentes suplementos, etc.

Como sempre disse, mesmo antes de ter a minha filha, amamentar é muito importante, mas se não tivesse leite, não hesitaria em dar um suplemento à minha filha. O mais imporante é dar-lhe alimento para que ela cresça. Não há alminha que me diga “ah e tal mas os suplementos têm químicos, não devias dar” que me demova desta convicção que é providenciar alimento, seja leite materno, seja fórmula. À fome é que ela não pode ficar.

O primeiro leite em pó que demos foi o Aptamil 1 HA (Hipoalergénico) e correu lindamente. Umas semanas depois (talvez 2 ou 3) aconselharam-nos a mudar para o Aptamil 1 normal, mas só lhe fez cólicas durante dias. Achamos que isso se deveu à textura mais líquida deste leite, o que fazia com que a bebé engolisse mais ar ao bebê-lo, por isso voltámos ao HA e mantivemos até há uns 15 dias.

Entretanto, voltámos a tentar e desta vez correu tudo bem. 🙂

A base destes leites é toda igual; a diferença para as variantes são elementos que lhes são adicionados. Abaixo deixo-vos as características dos vários tipos.

  • HA (Hipoalergénico): É indicado para bebés com risco de alergia às proteínas do leite de vaca. Considera-se que pode haver um maior risco de alergia às proteínas do leite de vaca se existir na família histórico de alergias, especialmente se um ou ambos os pais são alérgicos em primeira instância.
  • Comfort (ou AO – Antiobstipante): Esta variação é indicada para bebé com pequenas complicações digestivas, nomeadamente cólicas e obstipação. Como contém proteínas hidrolisadas e um teor de lactose inferior, quando comparado com a fórmula para lactentes regular, as fezes tornam-se mais pastosas, diminuindo as cólicas e obstipação dos bebés.
  • AR (Anti-refluxo): Este leite é especialmente indicado para lactentes com regurgitação frequente. A composição deste leite contém farinha de alfarroba, que é um espessante natural, que ao tornar o mais viscoso reduz os episódios de regurgitação.

Antes de começarem a dar qualquer fórmula, o ideal é falarem com o pediatra e, se possível, até pedirem algumas amostras para experimentarem. Depois de abertas, as embalagens de suplemento duram 30 dias, pelo que é aborrecido gastarem dinheiro para depois ficar ali durante um mês a estragar-se.

 

~a

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