Açores – São Miguel com as miúdas

Em Março passado, deixámos o carro um casa e fomos dar um saltinho aos Açores. Foi uma viagem comprada quase em cima da hora, mas que soube bem fazer. Foi também o regresso muito aguardado aos aviões ✈️

Fomos a São Miguel com poucos planos – eu confesso que até gosto de uma viagem meia organizada, mas com as miúdas o melhor é ter um plano genérico e ir com algumas coisas pensadas, mas sem fechar a agenda.

Já não me recordo ao certo onde tirei esta fotografia, mas passei-a para aqui sem editar. Este azul ficou-me na mente!

O vôo

Já me disseram várias vezes que acham complicado viajar de avião com miúdos pequenos – eu digo que tudo vai das próprias pessoas e do percurso que vão fazer. Para mim, é mais cansativa uma viagem de carro Porto – Lisboa com as miúdas do que um percurso do mesmo tempo de avião. Elas raramente dormem em viagem, seja de carro ou de avião, por isso essa parte é irrelevante para o caso. No avião acabam por ter atenção de mais gente e por poderem caminhar um pouco de vez em quando; no carro, paramos aqui ou ali e vamos gerindo o trajeto. São coisas diferentes, mas para mim férias incluem deixar o carro em casa. 😉

Para ir com miúdos pequenos no avião, aconselho-vos a levarem uma mochila com as coisas que vão precisar para eles: umas fraldas (pusemos um par apenas, porque a mais nova ainda usa), toalhitas (uma embalagem já a meio, para ser leve), umas saquetas de fruta e uns snacks, lápis de cor, livros de colorir, autocolantes e os bonecos favoritos delas.

O nosso vôo tinha um lanche bem jeitoso incluído (bolo lêvedo misto, um pacote com 8 bolachas, um pacotinho de frutos secos, um chocolatinho, fruta e sumo – para todos igual), por isso rendeu bem e ainda sobrou para levarmos connosco.

Entre isso e estarem entretidas com os lápis e livros, o vôo fez-se tranquilamente. Vantagens de ter uma filha com quase 5 anos e que quer perceber tudo? Deu para ocupar tempo a explicar como funcionam os aviões, o que são as nuvens, como se vê o efeito corolário da Terra, etc.

Uma ilha montanhosa

Não é propriamente novidade que São Miguel, assim como outras ilhas do arquipélago, não é plana. Tal como recomendaria numa viagem à Madeira, também aos Açores recomendo que façam um rent-a-car. Nós fizemos pela Autatlantis e compensou largamente, quer em preço, quer em serviço.

Há várias passagens obrigatórias quando vamos a S. Miguel e nós, com alguma pena, mas conscientes do plano reduzido ser mais praticável, deixámos algumas de fora. Mas as que visitámos valeram a pena – nem que fosse pelas miúdas 😉

Em termos de roteiro, começámos por Ponta Delgada, que é uma cidade pequena e se vê bem a pé. A zona junto ao mar tem uma vista gira, mas gostei ainda mais de andar pelas ruelas que me lembram o Porto antigo onde mal cabe um carro*. 🙂

Nessa noite, cansaçados das primeiras novidades para as miúdas, acabámos por jantar no Restaurante Alcides, perto do Hotel do Colégio, onde ficámos. Começou tudo muito bem: com carne de vacas felizes e uma mousse de chocolate fantástica! 😀

Lagoa das Sete Cidades

Se há ponto conhecido em São Miguel é a Lagoa das Sete Cidades. 📷

Encontrem o arco-íris!

Conseguem ver bem as duas lagoas (Lagoa Verde e Lagoa Azul), que são o maior lago de água doce de todo o arquipélago.

Vista do Miradouro do Cerrado das Freiras – um postal habitual das Sete Cidades 📷

Lá perto, há o Miradouro do Cerrado das Freiras, de onde tirei a foto acima. A caminho de lá, parámos para ir à Lagoa do Canário e ao Miradouro da Boca do Inferno. A vista da lagoa, é algo assim fantástico. 🙂

Foto: @itstmag

A caminhada até ao Miradouro da Boca do Inferno é de uns bons 800 metros (em cada direção) desde a estrada até ao miradouro no topo, mas podem ficar-se pela beira da lagoa se não quiserem ver de cima. Indo com miúdos pequenos, recomendo o mesmo que em tantas outras ocasiões já recomendei: babywearing. A mais pequena foi às minhas cavalitas na mochila e a irmã foi pelo pé dela. Como é um caminho largo, sem muita inclinação, até aos metros finais, dá para soltar os miúdos e deixá-los correr e saltar à vontade.

Mas vale a pena a caminhada, mesmo que apanhem um frio gélido como nós: de lá vêem claramente a Lagoa Rasa e a Lagoa de Santiago – duas lagoas formadas em crateras que também fazem parte do Maciço das Sete Cidades.

Uma dica: se fizerem este percurso a contar almoçar algures pelas Sete Cidades, pensem onde querem ir comer primeiro. Não há muitas opções nas Sete Cidades, por isso enchem depressa. Nós conseguimos mesa – com sorte! – no restaurante São Nicolau. Tem serviço buffet, as crianças até aos 6 anos (confirmem a idade se lá forem) não pagam o buffet e a comida não é má de todo 🙂

Nós fizemos o percurso para Oeste de manhã, almoçando nas Sete Cidades, seguindo até ao Miradouro da Ponta do Escalvado para mais uma paragem, e regressámos pela costa sul até Ponta Delgada.

Miradouro da Ponta da Ferraria – Podem combinar com uma ida às termas

☕ Plantações de Chá

No dia seguinte, visitámos as plantações de chá: Porto Formoso e Gorreana . Foi interessante aprender sobre esta planta e ver o processo todo.

Em termos de espaço, a plantação Porto Formoso é mais interessante. Vêem um filme de 5 minutinhos, bebem o chá e podem passear na plantação e jardim. Há serviço de cafetaria, que aproveitado na parte exterior num dia de verão, deve ser das melhores coisas que a vida tem.

Plantação de Chá Porto Formoso

No nosso caso, como estava frio e nós fomos de manhã, fizemos só a degustação oferecida: a senhora que nos acolheu e ajudou a escolher o chá foi super simpática e o espaço interior tem detalhes muito interessantes.

Adorei os bules 🙂

Depois, passeámos um pouco e seguimos para a plantação Gorreana. Nesta plantação, senti alguma falta de orientação, mas lá nos safámos. Pareceu-me ser mais turística (na outra não nos cruzámos com ninguém, enquanto que esta estava cheia de gente) e pecou por não ter grandes explicações no percurso da fábrica. A parte gira foi passar pela sala com as senhoras a separar o chá, já que elas meteram conversa com as miúdas, deixaram-nas pegar em algumas folhinhas de chá, e sempre foi uma coisa mais divertida para elas.

Seguimos para norte para pararmos em mais um par de miradouros (antes que se queixem, visitar os Açores é muito isto: mira e anda, mira e anda) antes de voltarmos a Ponta Delgada.

🍍 Plantação de ananases

Nisto confesso que ia com uma expectativa de algo maior na plantação de ananases, mas é uma visita rápida, pelo menos fora da época alta. Penso ter lido que, em época alta, há uma visita guiada e prova de ananás, mas quando fomos andámos só a ver as estufas por fora. Conseguimos ver as etapas do crescimento dos ananases e até vimos um ananás na planta 😉 Foi pena não termos lá ninguém a orientar nem haver grande informação, mas não deixou de ser um ponto giro de ver.

* Já se esqueceram do asterisco que pus ali em cima, certo? Vamos a isto!

Ficamos por aqui nas visitas à ilha e tudo teria sido sem grandes eventos se, no regresso ao hotel, não houvesse uma corredora de rally a levar-me o retrovisor do carro. Felizmente (e ironicamente) já não ia precisar mais dele a não ser para ir para o aeroporto no dia seguinte. Mas liguei para a Autatlantis e resolveram-me tudo, tranquilamente. Serviço 5 estrelas, recomendo 🙂

Aproveito também para recomendar o Hotel do Colégio – a equipa é muito simpática, os espaços muito confortáveis e o pequeno-almoço é muito bom!

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