“Soul”: a dificuldade em sermos nós mesmos

Aproveitei estes dias em casa para ver alguma televisão de qualidade (desculpa, BabyTv, mas já não dá) e consegui ver o “Soul” durante uma das sestas das miúdas.

Este conto da Disney Pixar tem, na versão original, Jamie Foxx na voz de um músico de jazz (Joe Gardner) preso num plano onde as almas humanas passam ao entrar e sair da vida.

Este filme dura 100 minutos (1h40), o que está dentro do normal das longas metragens Disney Pixar, e leva-nos por uma viagem entre a alegria e a comoção e duvida sobre algumas das questões que muitos de nós nos colocamos (talvez desde tenra idade): Por que razão eu existo? O que é estar vivo? Quais são os meus verdadeiros sonhos? O que vem depois da vida?

Apesar deste tipo de filmes ter uma lição, no geral, não é comum haver uma história que se adense no plano metafísico. É tão profundo e potencialmente assustador, que a própria equipa de desenhadores é animadores comentou ter sido um dos trabalhos mais difíceis de concretizar: transpor para este formato a alma, a personalidade.

Além disso, Soul transporta-nos para Nova Iorque; os sons, a luz, a vida, tudo está muito bem conseguido. A banda sonora deste filme é sensacional. Conta com Jon Batiste nas sonoridades Jazz e Trenz Reznor e Atticus Ross nas envolvências do plano metafísico. 🤩

Em suma, Joe, um músico de Jazz como o seu falecido pai, está numa encruzilhada: sabemos que já não é jovem e que trabalha a termo como professor de música, enquanto tenta participar em espetáculos que lancem a sua carreira.

No mesmo dia, aparece a oferta do contrato efetivo e a hipótese de atuar com uma banda liderada por um saxofonista de primeira linha (na versão original interpretada por Angela Bassett). Como não há duas sem três, Joe cai na rua e fica no limbo entre a vida e a morte, dando início à aventura bem emocionante de questões e desafios, na companhia de uma alma rebelde, 22.

Não vos vou contar mais sobre o filme. Isto porque a boa narrativa de Soul também te uma grande base na surpresa que cada minuto do filme nos traz.

Na versão original, o filme conta com mais vozes muito bem escolhidas, como Questlove, Graham Norton, Alice Braga e Richard Ayoade.

Vejam, vale a pena 😘

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