Covid-19: de volta ao pré-escolar

Tal como aconteceu a 18 de maio com as creches e o ensino secundário (11º e 12º anos), hoje é a vez da reabertura da educação pré-escolar. Se me dissessem, há um mês, que todos estes serviços iriam reabrir e que eu sentiria alguma tranquilidade – como mãe -, dir-vos-ia que nem pensar. Esta pandemia da Covid-19 veio mudar as coisas para nós de uma forma bruta, mas começamos a ter alguma força no que vai andando para a frente.

Não deixa de me soar irónico ser no Dia da Criança, um dia que antes seria recheado de atividades em grupo, algumas prendas – para os mais pequenos, às vezes até feitas pelos mais pequenos – e muita diversão com os amiguinhos.

Desta forma, tenho visto os cuidados existentes na creche que as minhas filhas frequentam e o bem que lhes fez voltar lá, e fiquei tranquila.

Obviamente sei que os riscos existem, mas os cuidados possíveis estão a ser tomados. Hoje devem contar com mais crianças lá, também (para vos dar uma ideia, da turma de uma estavam 3 crianças e na da outra 5, se não me engano, isto contando com elas). Novamente, todos sabemos dos riscos, mas que se querem minimizados. Sabemos também que, se os pais têm que trabalhar, as crianças voltam à escola, porque nem todos têm alternativas. Vamos todos continuar a fazer o nosso trabalho de casa, tendo todos os cuidados possíveis (desde o distanciamento físico, ao uso de máscaras e higienização das mãos frequente) e assim minimizamos ainda mais o risco de propagação do novo coronavírus.

Mas espero tranquilizar-vos porque, como disse, vejo os cuidados tomados lá – em casa dos outros não sei, mas na nossa continuamos a ser cuidadosos – e vejo a felicidade e o desenvolvimento das minhas filhas em quase duas semanas e isso é impagável. A palavra-chave aqui é segurança. Vendo como estão a ser criteriosos no estabelecimento que as minhas filhas frequentam, dá-me esperança de que em outros façam o mesmo.

Pode ser importante falarem com os vossos pequenos sobre estes temas, caso ainda não o tenham feito. Eles podem estranhar ou até ficar ansiosos com o regresso. Faz tudo parte do normal, daí a importância dos pais observarem os comportamentos dos filhos.

Nesta altura, se o tempo e o espaço da escola assim o permitirem, as crianças irão ter mais atividades no exterior, rodando os grupos, e maximizando o distanciamento social. Isto vai permitir que os pequenos corram e libertem energia, apanhando ar livre e vendo os colegas.

Apesar do distanciamento, o desenvolvimento pedagógico não poderá ficar esquecido: poderão haver interações controladas, com as devidas higienizações entre contactos com objetos, por exemplo.

Para evitar o cruzamento entre pessoas, provavelmente irão encontrar circuitos de entrada e saída, com espaços “sujos” e “limpos”. Todos os espaços que não sejam necessários ao bom funcionamento das atividades, devem estar fechados ou ter um aproveitamento secundário que não tenha implicações com a segurança sanitária da instituição.

À semelhança daquilo que se passa nas creches, as crianças devem ser entregues à porta do estabelecimento, evitando a circulação dos pais / tutores no interior do recinto, e o calçado da rua não deve entrar. No nosso caso, fica numa zona “suja” onde ficam também os casacos e mochilas; há um par de calçado para cada uma que fica lá e, quando chegamos ao infantário temos um espaço para fazer a troca. Nós só entramos de máscara – a qual é obrigatória para todos os funcionários da instituição -, e a primeira coisa que fazemos é desinfetar as mãos (as nossas e as dos pequenos). Aos pequenos é medida a temperatura (às vezes a mim também para desbloquear o processo, de que a mais nova não gosta) e é desinfetado tudo o seja para ficar lá (embalagens de fraldas e toalhitas, sacos que levem a roupa, etc).

Todos os objetos que não sejam necessários – como brinquedos ou outros objetos de conforto – não devem ser levados. Assim, nas salas, ficam apenas os acessórios essenciais para as atividades pedagógicas, com limpeza e desinfeção regular.

Há mais algumas medidas, que devem ter sido informadas aos pais até esta data, e que são iguais às que descrevi para as creches.

Pode não ficar tudo bem, pode não ser tudo “normal”, mas espero que sintam o apoio que eu tenho sentido no cuidado aos vossos filhos.

2 thoughts on “Covid-19: de volta ao pré-escolar

  1. A nossa MJ voltou hoje a escola. E sim, houve muitos cuidados no regresso, desde adultos todos de mascara, mediçã ode temperatura, higienização do calçado… tudo que é recomendado. Mas acima de tudo, vai poder sentir alguma normalidade ao fim de 3 meses de confinamento. E para uma criança de (quase) 4 anos estava a ser muito complicado, por muitos passeios e visitas controladas aos avós.
    Vamos ver como será ao final do dia, mas pelo menos já houve um sorriso ao ver o recreio da escola

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    1. Nós tivemos que explicar à mais velha que ela podia, na escola, ir ao parque brincar com a educadora; e ela dizia que não, que o bichinho estava lá. Explicámos calmamente que naquele parque não está, porque a educadora e as senhoras de lá mandam o bichinho embora. É complicado ver a cabecinha deles formatada desta forma, mas o outro lado compensou. Estão as duas muito mais animadas e ativas! 🙂

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