Testando os limites da sanidade

Há dias em que realmente questiono se ainda tenho alguma sanidade, nem que seja só um bocadinho que se aproveite. Hoje nem está a ser um dia complicado, mas lembrei-me de cá vir lançar umas palavras sobre isso.

O confinamento resultante da pandemia da Covid-19 fez com que fôssemos obrigados a estar permanentemente no mesmo espaço com as mesmas pessoas.

Senti imenso esta mudança; foi como se, de repente, estivesse presa às mesmas 24 horas.

“Well, it’s Groundhog day again”

Tal como Bill Murray no filme “Groundhog Day” (ou “O feitiço do tempo”,em português), é comum parecer-me que, apesar do tempo no calendário passar (estamos quase em Junho!), há uma constante sensação de que os dias são sempre iguais. Acordar com as miúdas, dividimo-nos para tratar da ida à casa-de-banho da mais velha e da fralda da mais nova, depois vestir, leite e pequeno-almoço.

O regresso ao infantário delas ajudou bastante nisto também – fora as outras vantagens de que já falei – apesar de ter na mesma uma rotina, consigo ter uma ou outra pausa durante o dia, saio para os percursos de ida e regresso da escola, etc.

Almoço na varanda – o novo “vamos comer fora”

Nós temos uma varanda e um pátio, mas ainda não estão em condições de segurança apropriadas para as pequenitas. Com elas na escola, estamos a tirar mais proveito do espaço e a fazer uns almoços mais “de verão”. São coisas pequenas como estas que me devolvem a sanidade e a tranquilidade.

Há dias em que parece que tudo me assoberba no peito. Em que sou capaz de gritar com todos, mas não o costumo fazer. Penso que é fruto desta restrição da liberdade e fica cá dentro. Há uns dias, o meu marido partilhou uma situação e ficou à espera que eu desse alguma opinião. Mas essa opinião não veio. Na altura não saiu porque se saísse ia dar em conflito. Não me recordo ao certo da situação que era, nem ela nada de transcendente, podem tem a certeza. Mas o cansaço de estar sempre de volta da casa e das mesmas pessoas (é das necessidades deste grupo de 4 que habita esta casa) tira-me a paciência, e por seu lado, também acaba por me desligar. Não em termos de não ter opinião ou de ser crítica, mas em termos mais emocionais. Entrar em conflitos, por vezes cansa mais do que o resultado que dali pode sair.

A ler “Turtles all the way down” – John Green

Posto isto, consegui voltar à leitura. Eu adoro ler e infelizmente não tenho tanto tempo ou energia para o fazer como gostaria. Fiz do regresso à leitura um objetivo agora. Já não perco tempo com grandes deslocações e tenho espaço para um almoço descansado na maioria dos dias, por isso também consigo ler. 🙂

Podem dar-me sugestões de leituras; estou a ler este porque apanhei um pack de vários livros por 10 euros no Facebook e não resisti. Este vinha lá, era o primeiro da lista, por isso é que o escolhi. Mas podia ter sido outra qualquer 🙂

Aproveitem ainda que o passatempo da página está aberto, e podem ganhar um pack da Shaeco 🙂

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s