A Mamã convida: “Apoiem quem passa por perdas gestacionais, falem sem medos e sem tabus.”

Continuamos com os testemunhos de Mulheres guerreiras! Hoje deixo-vos o testemunho da Ana, que teve a sua tão desejada princesa em 2018, depois de um percurso duro e atribulado. Leiam e se, se identificarem, cheguem e falem, enviem mensagem privada, mas não fiquem calad@s em sofrimento. Se há coisa que estes testemunhos que tenho partilhado mostram é que há sempre alguém algures que nos entende e que não estamos sozinhos.
Obrigada, Ana ❤
“Eu sou a Ana, tenho 39 anos.
Casei em 2007 e desde logo sempre tive o sonho de ser mãe.
Os anos passaram e o que mais queria, simplesmente não acontecia.
Exames ao casal, nenhuma razão médica para que nós não conseguíssemos.
Em 2012, finalmente tivemos o positivo que procurávamos! A felicidade foi tão grande, choro de alegria.
Fomos à nossa médica e tudo indicava que estava bem. Passado nem uma semana, o pior aconteceu, perda gestacional às 7 semanas. Simplesmente não era viável.
O pior é a dor! A dor de termos falhado como mulher, os mais próximos sem saber o que dizer.
Em 2016 voltámos a ter um positivo, apesar de alegria, muitoooooo medo à mistura.
Passado uns dias mais um sangramento estranho, dirigi-me ao hospital de São João, n viam o saco gestacional mas como podia estar no início, para aguardar.
Fui de férias e quando voltei, o sangramento ia e vinha, os exames de urina continuavam a dar positivo.
Falei com a minha médica, voltei a ir para ao São João, exame de sangue. Resultado positivo para gravidez mas a mesma alojada na trompa esquerda.
Passar por tudo uma segunda vez, mais dor, mais choro.
Aí as nossas possibilidades diminuíram, porque se com duas trompas e ovários já era difícil como seria sem uma?
Ficamos em lista de espera para tratamento de fertilidade, informaram que teríamos de esperar cerca de um ano.
Janeiro de 2018 iniciamos o nosso tratamento, em Fevereiro tivemos o nosso positivo e em Novembro nasce a nossa bebé.
O tratamento não foi difícil, mas há uma grande falha, no meu ver, os casais deviam ter acesso a ajuda psicológica em todo o tratamento. No público não há.
É muito difícil lidar com a nossa infertilidade, senti-me uma falha como mulher.
A minha gravidez apesar de ter sido sem grandes sobressaltos, foi vivida sempre com muita ansiedade.
Apoiem quem passa por perdas gestacionais, falem sem medos e sem tabus.
A quem está a passar por dificuldade em engravidar, procurem ajuda, falem com amigos, não se deixem consumir com isso.
A todos os profissionais, um bocado mais de empatia com os casais, com as grávidas!
A TODOS, deixem de perguntar a um casal “então não há filhos?”, Não sabem a história desse casal, se pode ou não ter ou se quer ou não ter!!!”

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