O que (não) se faz durante a licença de maternidade

A licença de maternidade já foi aqui abordada várias vezes e, por isso, pode não ser novo o que vos digo. Mas acreditem que licença é férias nada têm em comum a não ser partilharem o vosso tempo com o bebé.

Variando de caso para caso, podem ter mais ou menos tempo para vocês e para tarefas que não sejam exclusivas do bebé, mas serão raras as situações em que os vossos dias incluirão massagens às costas e rodelas de pepino nos olhos 💆

Com toda a honestidade, até podem ter tempo durante o dia para vocês, mas para poderem ir ao tal spazinho vão ter que criar uma agenda com os vossos maridos ou outra pessoa que vos dê uma perna e tome conta da criança.

Cá em casa, o tempo para mim resume-se à capacidade de ver episódios de séries (ou filmes até), às vezes às prestações. Ler era dos meus hobbies favoritos até ter a minha primeira filha. Deixei de conseguir focar-me para ler com antes, e é algo que me incomoda, honestamente, porque sinto que me faz falta. Desde que ela nasceu, que ler um livro é uma tarefa para um ano inteiro, uma vez que a minha capacidade para estar de livro na mão a ler e a interiorizar o que leio diminuiu drasticamente. Dizem-me que é normal, é do cansaço. Mas isso não torna as coisas mais fáceis.

As séries ainda consigo ver (ou tento, pelo menos).

Vi recentemente Chernobyl (HBO), uma minissérie de 5 episódios que, como explica o site da HBO, “dramatiza os acontecimentos do acidente nuclear de Chernobil em 1986, contado pelas histórias das pessoas que fizeram sacrifícios incríveis para salvar a Europa de um desastre inimagináveis”. Gostei imenso da série; acabámos de a ver e sentimos o coração pesado até os créditos finais começarem a aparecer.

Também para fazer um pouco, vejo Black Mirror (Netflix), que conta com 5 temporadas, com 3 a 6 episódios cada. Ainda não vi todos, mas para lá caminho. O site da Netflix descreve-a como uma “antologia de ficção científica [que] explora um distorcido futuro próximo onde as maiores inovações tecnológicas da humanidade colidem com os seus instintos mais sombrios”, mas eu diria que vai mais além. Cada episódio tem um tema que nos vai fazer pensar nos nossos valores. Cada episódio é completamente independente dos restantes, com um novo guião, um elenco diferente, um cenário distinto, mas todos os episódios se ficam na forma que vivemos agora e em como a tecnologia, feita de avanços notórios, também nos condiciona o dia-a-dia.

Continuando nos dramas, (re)comecei a ver Killing Eve (HBO), uma série que tem Sandra Oh (Grey’s Anatomy) como protagonista. Sem revelar muito, a personagem principal é uma funcionária dos serviços de segurança, que ambiciona ser espia. Encontra numa assassina o seu desafio para avançar na carreira, e aí começa a perseguição. A assassina também se torna obcecada por ela, o que torna o drama mais intenso.

Para quem não sabe, Killing Eve é uma adaptação à TV dos romances “Villanelle” de Luke Jennings (escusam de me perguntar se os li… Já vos disse que o meu cérebro é feito de Cerelac multifrutos, OK?). A adaptação é feita por Phoebe Mary Waller-Bridge, atriz, escritora, dramaturga e realizadora inglesa, também conhecida por criar e protagonizar duas comédias britânicas: Crashing e Fleabag, ambas na minha lista de episódios.

Fleabag (Amazon Prime Video) tem duas temporadas de meia-dúzia de episódios (e é isso, senhores) de 20 minutos que se vêem lindamente. Para além de muito brit no humor, há uma constante quebra da quarta dimensão muito bem aplicada. A série é uma entrada hilariante e comovente para a mente de uma mulher espirituosa, hilariante, com raiva e cheia de dor, enquanto se faz à vida em Londres. A protagonista é uma mulher sem filtros a tentar recuperar de eventos mais traumáticos da sua vida, enquanto rejeita qualquer ajuda e se faz de forte o tempo todo. Quem nunca?, portanto. 

Crashing (HBO) ainda não vi, mas tenho o piloto na lista para espreitar 🙂 Alguém desse lado já viu? 😁

Em termos de filmes, tenho uma lista grande para ver, mas ainda não me disponibilizei para o fazer 🙄😜

O que recomendam? 🙂

Na lista do que raramente se faz, como tal spa e cenas de gaja, admito que o que me faz mais falta é o ginásio. Já não faço desde que estava grávida de 4 meses da primeira vez, porque tinha um sono danado (acordava às 6h para ir ao ginásio ou para ir correr) e porque tive uma quebra acentuada de resistência física.

Depois disso nunca mais tive horário. Tempo, sim. Horário para criar rotina é que não. Talvez um dia volte a ter.

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