Sobre o dia de anos e o primeiro chichi no pote (em casa)

Houston, we have pee!

Tinha programado fazer um texto sobre ontem, mas antes de irmos a essas andanças, tenho que dar a notícia do dia: temos chichi no pote pela primeira vez em casa! Sem forçar, sem obrigar, tudo muito calmo e tranquilo! 😁

É verdade que no infantário os miúdos da sala da nossa filha já vão ao pote depois do almoço todos os dias, e que a pipoca já faz várias vezes chichi no pote, sozinha, mas em casa nunca tinha acontecido. E ontem, como tivemos consulta, foi um dos temas abordados e falámos da importância de fazer disto um processo tranquilo e positivo.

Ora bem, hoje de manhã, pelo segundo dia consecutivo, a fralda que lhe tirámos de manhã estava com pouco chichi. Então decidi perguntar-lhe se queria ir fazer chichi ao pote e pu-la lá sentada com um brinquedo.

5 minutos depois: vitória!

Pronto, aqui temos mais uma coisa a fazer parte da rotina: acordar e ir ao pote. 😉

Vamos então ao plano inicial de partilhar o que fizemos ontem. Tudo começou como um dia normal, com a Pipoca a ir para o infantário e nós por casa com a irmã. Não nos faltam coisas para fazer por casa, portanto, foi mais fácil orientar assim o dia. Mas para aproveitarmos o bom tempo e a celebração, marcámos almoço no Remédio Santo, um restaurante vegetariano no Campo Alegre e por aí começámos o passeio da tarde.

Tenho a dizer-vos que adorei o sítio. Quando vamos almoçar ou jantar fora, tendemos a ir a sítios que ainda não conhecemos para experimentarmos algo diferente. Este já nos tinha aparecido como sugestão no The Fork, por isso aproveitámos a dica.

Ao contrário do que é normal atualmente, lembrei-me de tirar umas fotos ao prato antes de comer. Mas como nem tudo é possível, não tirei à sopa nem às sobremesas 🤣 Quando vamos almoçar ou jantar fora, há de facto uma vida para além do telemóvel. E quando temos crianças em treino constante para serem o próximo Obikwelu ainda menos pegamos no tijolo. Vá, sintam-se felizes por terem fotos e visitem lá o restaurante.

Comemos uma boa refeição: sopa de legumes, bolonhesa de couve-flor (com cogumelos e azeitonas :D) para mim e chili com arroz e couve para o pai, e ainda fomos à sobremesa… mousse de maracujá para o ele e tarte de Snickers para mim (preciso de reservas bem calóricas, às refeições que não tenho… :P).

De barriguinha cheia, seguimos para os Lusíadas, para a consulta aos pares das duas pipocas. Para não variar, a mais velha fica sem língua e faz umas fitinhas quando está perante pessoas que não conhece ou não reconhece. Se estiver distraída, até é capaz de dizer umas palavrinhas enquanto admira o espaço; fora dessa bolha, cala-se, foge, encolhe-se no chão e nós ficamos sem saber muito bem como agir. Normalmente, ao fim de uns minutos (longos minutos, vá) ela quebra o gelo e volta à normalidade.

Agora acrescentem a essa desconfiança o desconforto de ter que a despir e forçar, ainda que ligeiramente, a que esteja quieta para ser examinada. À beira disto, os tratadores de leões têm a vida facilitada, ok?

Mas adiante, exame feito, está tudo ok tirando uma rinite – sai ao pai – que nos levará a momentos intensos nos próximos dias (ou semanas). Temos um xarope para lhe dar, o que não é propriamente difícil dar-lhe, e um spray nasal. Estão a imaginar os leões chateados porque alguém lhes roubou a costeleta de gazela? Pronto, a minha filha é o leão e eu roubei-lhe a costeleta. Para pormos uma cereja no topo do bolo, também vamos fazer umas sessões de hidratação daquele nariz pequenino com Rhinomer. Agora que estou a pensar nestas coisas todas, acho que vou tornar isto tarefa do pai. Não há cá fazer um num dia e o outro no dia seguinte, porque assim ela fica a odiar os dois. Assim sempre se aproveita um de nós. 😁

Se é necessário, tem que ser; já lhe aspirámos imensas vezes o nariz e já vimos como é um desafio limpá-lo diariamente, por isso não há de ser nada.

Depois vamos avaliando como é que ela está e se melhora mais rapidamente ou não, para sabermos se é algo que tenhamos que fazer mais regularmente ou só em alturas esporádicas do ano.

Entretanto, temos como outro “trabalho de casa” marcar-lhe uma consulta com o Dr. Augusto Magalhães para fazer o primeiro exame oftalmológico. Isto de ter pais míopes um dia não vai perdoar, se bem que para já me parece estar tudo bem (mas nunca fiando). 🤓

A pipoca mais novinha portou-se bem, continua bem e recomendável e para o mês que vem temos mais uma consulta. Até lá, iremos fazer uma ecografia transfontanelar ainda em julho, só para termos a certeza de que não houve qualquer complicação derivada da minha infeção pelo citomegalovírus.

Como vos contava acima, falámos sobre a questão da defesa dos mais pequenos. Se, por um lado, há crianças que têm que ser travadas (“não batas”, “devolve isso”, “vai pedir desculpa e pergunta se to dão, em vez de tirares”), também há as que estão no outro extremo, que deixam tirar e que ainda não se sabem defender. É mais neste ponto que a minha filha anda e, como tal, quando outros miúdos lhe tiram abruptamente alguma coisa da mão enquanto ela brinca, ela fica triste (se nós estivermos por perto, ela olha para nós) mas conforma-se e vai brincar com outra coisa. Já eu, quando assisto a estas cenas de “parentalidade é só para os outros”, fico com vontade de espetar paralelos nas trombas de algumas pessoas. Vai-se lá perceber por que razão alguns conseguem procriar. 🤷‍♀️

Saídos do hospital, ainda demos umas voltinhas e depois fomos comprar coisinhas para o jantar ao Froiz, onde – MARAVILHA – encontrei 10 euros no chão. Ainda perguntei à rapariga que estava à minha frente na caixa se eram dela, e como ela me disse que não eram, fiquei com eles. Com isto, quando saí do supermercado, fomos todos à Centroxogo e comprámos um Mickey para a pipoca aniversariante. E foi essa a primeira prenda dela. Quando chegámos a casa – estando ela a dever horas ao sono, tinha todo o direito de nos chagar um pouco o juízo, mas até se portou bastante bem – demos-lhe o que já tínhamos comprado: um Lego do Mickey com um barco que flutua (de certeza que vai ser um sucesso no banho) e um brinquedo de encaixe.

Como ela está a aprender os números (gente, com muita tranquilidade) e as letras, procurámos algo que ajudasse e achámos que este brinquedo de encaixe pode ajudar com os números. Encaixar já ela sabe e bem. 🙂

E pronto, com isto tudo são quase horas de mais um biberão, para depois sair com a pequena para tratar de vidinha e ir buscar a irmã. Vocês não sabem, mas estes posts ora são escritos a horas impróprias, ora são escritos aos pedaços (como este!). A mais nova não desliga muito durante o dia e hoje está impossível (outra vez). 😛

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