7 coisas que me disseram antes de ser mãe que agradeço profundamente que mas tenham dito

Olá,

Todas temos aqueles momentos após sermos mães em que pensamos “por que é que não me disseram isto antes?”.

Felizmente, o oposto também acontece é damos por nós a constatar que houve alguém que nos disse uma verdade ou deu um conselho menos floreado mas totalmente útil nesta nossa fase da vida.

Partilho convosco alguns desses conselhos que me foram muito úteis e queridos.

1. Fala com o Cantinho da Amamentação da tua zona sempre que tiveres dúvidas ou dificuldades com a amamentação.

Este conselho vale ouro. Amamentar é lindíssimo nas fotos das revistas, mas na verdade foi a tarefa mais difícil da maternidade. Felizes das mães a quem não custa e foi fácil à primeira. Muitas de nós não fazemos parte desse grupo.

Como tal, convém saberem que não há vergonha nenhuma em não conseguirmos amamentar, nem em choramos de tanta dor e frustração. Também não há qualquer vergonha em pedirmos ajuda.

O Cantinho da Amamentação existe para isso mesmo. Para tirarmos dúvidas, pedirmos ajuda, experimentarmos alternativas (não se ponham a comprar bombas para tirar o leite sem antes irem lá experimentar!) e sentirmos que do outro lado está alguém que nos percebe.

 

2. Nas últimas semanas da gravidez aproveita para congelares refeições.

Esta com o tempo ia achar óbvia, mas a verdade é que estamos tão focadas na gravidez, nos preparativos (leia-se: roupinhas, quarto, etc) e exames que nem nos lembramos de que nos primeiros tempos não vamos ter cabeça (e provavelmente) nem tempo para cozinhar.

Sendo uma altura naturalmente desgastante, precisamos de nos nutrir (nós, os pais) e isso passa por nos alimentarmos decentemente.

 

3. Vais saber o que fazer nas alturas mais difíceis, desde que saibas que podes sempre pedir ajuda quando precisares.

Por mais que achemos que é uma frase feita, garanto que é pura verdade. Temos que nos mentalizar que andámos a formar um novo ser vivo durante meses a fio, enquanto tratávamos de tudo o resto da nossa vida (multitasking ao maior nível!). Por isso, vamos ser capazes de dar o extra quando a nossa criança precisar. Podemos – e vamos – ficar desorientadas, perdidas, frustradas e duvidar das nossas capacidades mais vezes num mês do que antes em toda a nossa vida. É normal. Mas vamos perceber em cada situação o que temos que fazer: ora vamos resolver sozinhas / com os pais, ora vamos ter que pedir ajuda. Pode ser ligar a uma amiga, falar com o pediatra, fazer alguma pesquisa sobre determinado assunto… a verdade é que vamos conseguir 🙂

 

4. É normal querermos falar sobre outras coisas.

Ouçam: não é porque fomos / vamos ser mães/pais que a nossa vida passou só a ser bebé e “gu-gu da-da”, ok?

É normal que toda a gente nos pergunte a mesma coisa uma e outra vez e que sintamos que, de repente, só somos “os pais” em vez de termos a nossa identidade. Por isso, temos que perceber e ganhar o espaço para mudarmos de assunto nas conversas ou mesmo para dizer que não queremos falar mais sobre gravidez, parto, fraldas, sonos e “gu-gu da-da”.

 

5. Sim, podes mesmo sentir-te deprimida, mas há quem esteja contigo para te ajudar.

É muito comum as mães de primeira viagem passarem por baby blues (sintomas leves de depressão pós-parto, mas ainda antes da depressão) após o nascimento da criança.

Pensem bem: hormonas aos saltos, horários baralhados, nutrição em baixo, toda a vida virada do avesso… Temos mais do que razões, certo? Ter uma criança não é só feito de momentos perfeitos como as fotos de carinho e sorrisos que vemos todos os dias nas publicidades.

Mesmo com uma criança calma, como foi o meu caso, podemos passar por blues por razões como não estarmos habituadas a tanto tempo em casa, ou por querermos tratar melhor de nós e não conseguirmos.

Podemos – e devemos – partilhar estes sentimentos com alguém de confiança que nos aconchegue e nos ajude. Achando que estamos a piorar, podemos sempre recorrer aos médicos especializados.

 

6. A primeira noite em casa é assustadora.

Vamos sentir que estamos perdidos e assustados e é perfeitamente normal.

Quando viemos para casa, sentimos que íamos morrer de medo. Durante uns bons tempos, íamos conferindo se ela estava a respirar, se estava bem pousada, se a estávamos a magoar ou se lhe faltava alguma coisa a cada choro.

Estas pequena criaturas são o seu próprio manual de instruções, mas a língua não é a mesma que nossa… É difícil, mas vamos aprender a ler este manual!

Lá conseguimos passar aquela primeira noite, depois a segunda, a terceira, e por aí em diante. Com o tempo, parámos de fazer a vistoria à alcofa de 5 em 5 minutos. Alías, nós também temos que dormir.

 

7. Vais perder alguns amigos pelo caminho, mas vais encontrar outros onde não esperavas.

Esta não precisa de ser levada à letra, mas é certo que vão perceber que alguns dos vossos amigos se vão naturalmente distanciar e que, por sua vez, vão ganhar mais afinidade com outras pessoas com quem se calhar nem falavam.

O nosso universo muda, as nossas prioridades mudam, a nossa energia muda. Por isso, é natural que contactemos menos com algumas pessoas com quem antes nos relacionavamos mais. Não significa que andemos chateados uns com os outros, mas antes que o foco e a identidade muda. Não façam disto uma preocupação, mas se, com tempo, quiserem mesmo nutrir uma relação em desvanecimento, abram os olhos e vejam o que está ao vosso alcance. Muitas vezes, são daquelas situações em que não é culpa de ninguém (ou antes, é dos dois lados) esse afastamento.

 

Estas são apenas 7 coisas que me lembro terem sido úteis na maternidade, que espero que vos sejam também de valor. Partilhem as vossas experiências e digam o que vos foi mais útil 🙂

~a

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