Março começou há pouco mais de uma semana, mas conto que seja um mês de realinhamento e de boas energias.
O sol já brilha de vez em quando, já dou alguns passeios lá fora, e já almoçámos um par de vezes na varanda, o que é ótimo para levantar a moral.
Fevereiro foi um mês difícil em vários aspetos, principalmente emocionalmente. Assim, de certa forma, foi um mês que me desfez em pedacinhos, e me levou para um processo de reconstrução e crescimento, se assim o quiserem chamar. Como tudo, estas situações e processos fazem parte da vida – um dia talvez fale dela, mas não será hoje. Às vezes, estes caminhos parecem-me um pouco fora de tamanho, como a bagagem que levamos de férias, ou desproporcionais às próprias situações que os geraram, mas ninguém os pode fazer por nós. Podemos escolher ficar parados a ver se passa, mas sabemos, nem que seja uma constação mais tardia, que a vida não nos tira as coisas do caminho – vence-nos, se não aceitarmos que existem e que temos que lidar com elas – pelo desgaste.

Posto isto, decidi dar o passo em frente e retomar alguma atividade física que tinha deixado no passado. A última vez que pus os pés num ginásio (para mim) foi há 9 anos e uns trocos, quando estava a meio da primeira gravidez e só queria dormir e comer. Depois de muito adiar – e sei que muitos desse lado me percebem, entre os horários das crianças e os nossos, e o nosso cansaço, o ginásio acaba por não ser fácil de encaixar para todos.
Andei a ver no ginásio da minha zona e, como motivação, têm aulas de Yoga num horário que funciona para mim. Yoga num ginásio não é o ideal, diz-vos quem já praticou num ashrama e em ginásio, e é incomparável entre ambos, mas é melhor do que nada. Além disso, conheci a professora de Yoga de lá antes de saber que ela era professora sequer, e foi um fator que ajudou a desbloquear. Foi tudo menos uma decisão de impulso – não quero que esta inscrição no ginásio seja uma situação de donativo mensal. 😅
Assim sendo, já fui a 3 aulas de Yoga e fiz a avaliação física. Na minha cabeça, ia ser bem pior em termos da avaliação física (é, na verdade, apenas uma avaliação biométrica), mas aparentemente não estou tão mal assim. Tenho muito pouca água no corpo, portanto sei que tenho que reforçar isso, mas o resto está nos parâmetros normais.
Claro que o PT que fez a avaliação perguntou quantas vezes iria – disse 1 por semana, para já – e o que iria fazer – indiquei que iria começar com o Yoga – e me disse logo para tentar ir mais 2 vezes para além do Yoga, para fazer o circuito (passou-me 2). Nesta parte, ainda não estamos alinhados: tenho ido ao Yoga, como vos disse, e descobri que há uma aula de Flex num outro dia que também experimentei. Portanto, apesar de não serem aquilo que o PT indicou para começar, foi por onde comecei – é importante, nesta fase, que eu me sinta muito alinhada com o que faço. Não voltei ao ginásio “porque sim” nem para perder peso, etc, mas sim porque fazia sentido nesse alinhamento. Iremos ao resto depois, com tranquilidade.

Como disse, esta mudança (se calha “mudança” nem é a melhor palavra) foi ponderada e veio numa altura necessária. Às vezes é preciso um empurrão da vida para reavaliarmos, movermos umas peças, pararmos e recentrarmos. Por isso começar logo com Body Pump e aulas do género não iria ser o melhor para este arranque.
E desse lado, como tem sido Março? 🌸
Quer seja bom, generoso e com boas energias!
