Apesar de já termos voltado de férias há quase um par de semanas, sinto que vamos sempre a tempo de falar delas, especialmente por termos boas recomendações para dar.
Passámos por 3 sítios, um deles praticamente só para pernoitar, mas vale a pena dar-vos aqui a minha opinião sobre cada um deles. Vamos a isto! 🧳
Praia de Quiaios
A nossa primeira paragem foi a praia de Quiaios, perto da Figueira da Foz. A cerca de hora e meia do Porto, com autoestrada até lá perto, o caminho é muito tranquilo e faz-se muito bem.
Lá chegamos, ficámos alojados no hotel QH Hotels Praia de Quiaios, em apartamento. Compensou o preço; caso quiséssemos ficar em quartos, teríamos que alugar dois, visto não terem quartos familiares (somos 4). No apartamento, ficámos bem hospedados, com tudo confortável, espaço para dar e vender e que tem a cozinha, o que nos permitiu fazer refeições. A cozinha está equipada e, apesar de pequena (kitchnette) e a precisar de alguma manutenção nos tachos (sou esquisita, gosto de tachos modernos 😂), serviu perfeitamente para nós.
O hotel tem piscina interior e exterior, ambas com uma parte pequena para as crianças e outra parte maior. A piscina interior tem água aquecida, o que pode ajudar os mais friorentos. 😉 Há também spa, mas não fomos lá… desta vez.
Quem quiser ir à praia, só tem que atravessar a rua! Mais perto era difícil 🙂 A praia é ótima, recatada e, na semana em que fomos, quase deserta, o que nos permitiu estarmos à vontade com as miúdas, porque se podiam afastar mais nas correrias que as víamos sempre.
Caso precisem de fazer refeições no restaurante, têm o restaurante Sal, na mesma sala do pequeno-almoço, e um snack-bar, Farol, junto à piscina. Ambos estão abertos ao almoço e ao jantar. O restaurante Sal é mais caro, mas a comida é excelente. No snack-bar, os preços são mais acessíveis, mas a comida também é muito boa. O que varia mais é o tipo de prato: se preferirem comida mais rápida (hambúrguer no pão ou no prato, um combinado de bife com batata frita, etc), o snack-bar serve perfeitamente. Eu comi lá uma alheira à Brás muito boa, o meu marido foi num hambúrguer que também não ficou atrás e as miúdas foram para o prato infantil (bife de frango com batata frita e salada) e ficaram super satisfeitas. No restaurante, também têm menu infantil (nós pedimos apenas um para elas dividirem e, com a sopa do nosso menu dividida, também chegou), e nós pedimos também menu do dia. Têm menus todos os dias, com preço fixo, um par de pratos à escolha, acabando por compensar em vez de irmos à carta.
Nós tínhamos o pequeno-almoço incluído na estadia e, honestamente, é algo que prefiro ter, porque sempre é menos uma refeição com que me preocupar, mesmo estando num apartamento. O pequeno-almoço é ótimo e completo; recomendo!
Vila Nova de Milfontes
Depois de 3 dias relaxantes em Quiaios, seguimos viagem para sul, para Vila Nova de Milfontes (mais concretamente, São Luís, que é lá perto). Desta vez, ficámos alojados na Quinta da Samoqueirinha, um espaço pertencente ao grupo Duna Parque, que tem meia-dúzia de quartos e dois apartamentos T2. Fomos para lá por recomendação de um colega meu, que já lá ficou 3 vezes com os miúdos, e que me falou da quinta com os animais e da Natura Horses, onde podemos andar a cavalo.
O apartamento é espaçoso e a cozinha tem tudo o que é preciso. O conforto, depois de vir de um hotel, é ligeiramente menor, mas nada de crítico. Só um conselho: se forem altos, fiquem no quarto que tem as camas separadas, porque não têm barreira aos pés das mesmas. Caso contrário, no quarto de casal, vão ter que dormir encolhidos ou atravessados na cama. 😅 De resto, tudo ok!
Não esperem ir para um sítio onde o gaming vai fazer parte dos vossos dias – a rede é fraquinha, não por causa do serviço no sítio, mas porque vão estar no meio de nenhures. Em contrapartida, é um sítio bom para descansar, longe da cidade, e à noite podem dar uso aos vossos telescópios, se tiverem um, e máquinas fotográficas. Façam umas longas exposições e vão ver o céu fantástico que temos!

Como dizia, é uma quinta e tem animais: todos os dias, pelas 10h, é a hora da alimentação. Não falta variedade de animais: cabras (inclusivamente a coqueluche, uma cabrinha bebé), porcos, galinhas, pintaínhos, gansos, porquinhos da Índia, coelhos, ovelhas e até um burro! Fizeram as delícias da minha filha mais velha, que, desconfio muito, viveria na boa numa quinta.
No segundo dia lá, depois de irmos alimentar os animais, fomos à Natura Horses (é literalmente a 30 passos do apartamento onde estávamos) para o nosso passeio a cavalo. Se o quiserem fazer, têm que marcar com antecedência para a Joana, a dona, ter os cavalos prontos para os passeios.
Nós demos um ótimo passeio em que eu fui com a Pipoca mais nova no Sultão, o velhote do sítio, mas que é ótimo para quem tem algum receio (eu); o pai foi na Mimosa, uma égua cheia de genica que detesta chão com pedras; e a outra Pipoca foi na Diva, uma égua energética mas tranquila! De toda a estadia, foi o que mais gostei; as pessoas foram fantásticas connosco e o passeio foi muito agradável.
Depois de almoçarmos, fomos até à piscina 🙂 no dia seguinte demos um salto à praia – e novamente à piscina.

Neste sítio, tal como no anterior, optámos pela estadia com o pequeno-almoço; no entanto, para mim, não compensou de todo. Além de caro (pago por fora, seriam €9,5 por pessoa, um preço absurdamente alto), era muito parco: tinha pouca variedade de pão, pouca variedade e quantidade de fruta, 3 ou 4 iogurtes à disposição (uma pessoa até fica com receio de tirar…), e um café muito fraquinho. Havia sumo de laranja que tínhamos que ser nós a fazer, num espremedor doméstico, todo entupido porque toda a gente tinha que usar o mesmo… Não fiquei, de todo, fã. E noutra melhoria: quando chega alguém e vai para uma mesa (ex.: nós os 4), trazem um pires com 4 doces: um croissant folhado e uma napolitana de chocolate (cada um era do tamanho das mãos das minhas filhas), uma mini nata e uma fatia de bolo. Não podemos escolher – o que levava muita gente a deixar lá, gerando desperdício. Era preferível perguntarem o que queremos e trazerem isso do que escolherem por nós. Além disso, eram todos industriais… que desconsolo, ainda por cima fazendo parte de um grupo hoteleiro!
Se lá voltar, esqueçam o pequeno-almoço; não me apanham nessa.
Leiria / Marinha Grande
Saímos de Milfontes na quinta de manhã – ainda queríamos dar um abraço de despedida à Joana da Natura Horses, mas não tinham ainda chegado e a nossa viagem ia ser longa.
Fizemos a viagem para cima por Tróia, para as miúdas terem a experiência do ferry boat. Confesso que a estrada até Tróia é de cortar os pulsos de tão chata que é, mas que a travessia foi gira e saímos logo perto do mercado de Setúbal, onde almoçámos.
Depois de almoçarmos, seguimos para a Lourinhã, para a paragem anual no Dino Parque. 🦕
Fizemos uma boa visita ao parque, considerando que é a terceira vez que lá vamos. Tivemos sorte, porque desta vez apanhámos os paleontólogos e os biólogos a explicar coisas e ainda vimos a exposição da Idade do Gelo. 🦣
Depois disso, seguimos para Leiria, onde pernoitámos no Tryp Leiria. O hotel era muito bom; o quarto era super confortável e espaçoso, e ainda deixaram um miminho para as miúdas: um caderno de pintar e uma caixa de lápis de cor. Elas adoraram! Pequenas coisas que fazem a diferença 😉
O pequeno-almoço também é bastante bom, com de tudo um pouco, e viemos de lá muito satisfeitos.
Depois do check-out, e para não seguirmos logo para casa, fomos até à Marinha Grande visitar o Museu do Vidro. Caso não conheçam e estejam por perto, dêem lá um salto. A exposição vê-se numa horinha, se forem com calma, e ainda podem conversar com os mestres vidreiros na oficina, que fazem peças de vidro à mão, à vossa frente. 😉
Acabamos por almoçar por lá e depois viemos para casa – não sem antes pararmos na Feira do Livro do Porto para o desfalque anual! 📚
Chegados a casa, contávamos ter uns dias de descanso, mas o resto já sabem. Estamos ainda com essa resolução em mãos, algo nos diz que não vai ser fácil.
