Mamã, dá licença?

Mala da maternidade

Anúncios

Uma das coisas mais importantes a tratar durante a gravidez é a mala que vamos levar para o hospital quando entrarmos em trabalho de parto.

Como em muitas coisas, vamos aplicar a regra KISS (Keep It Simple, Stupid), mas sem nos esquecermos de nada essencial.

Antes de mais, vamos organizar a mente em mala da mãe, mala do bebé e mala do pai (que também é importante!). Aqui vou dar-vos as quantidades para uns 3 dias no hospital, o comum num parto normal. Se ficarem mais tempo e souberem de antemão, é só porem mais.

Mala da mãe:

Por fim, não se esqueçam dos vossos exames médicos e documentação – no meu caso, isso foi tudo na mala do pai 🙂

Mala do bebé:

Esta foi, para mim, a mais difícil de compôr. Como é que fazemos uma mala e escolhemos roupas para alguém que ainda não nasceu?Não temos ideia de tamanhos nem nada, por isso o ideal é irmos preparados para o caso de ser maior ou mais pequeno.

A nossa filha nasceu pequena e não tínhamos tamanhos 00 nem 0 (prematuro), só 0 a 1 e mesmo os tamanhos recém-nascido que tínhamos lhe ficavam maioritariamente grandes.

Organizamos os conjuntos por mudas: duas por dia, uma completa (body, babygrow, meias, casaco / camisola, gorro) e uma mais simples (body, babygrow). Pusemos cada uma em sacos de congelação (aqueles com ziplock) e escrevemos por fora o que eram. Exemplo: Dia 1 – Muda 1

Levámos roupas para 3 dias assim organizadas, sendo as do último dia maiores, caso fosse necessário. Tanto não foi necessário que, quando voltámos para casa, o pai teve que ir ao Norteshopping comprar 2 bodies e 2 babygrows tamanho 0, que lhe ficavam mais ao tamanho do que a roupa que tínhamos.

Levámos ainda 1 pacote de fraldas Dodot Sensitive Tamanho 1, uma embalagem de toalhitas e o Halibut. Usámos de tudo, claro. O banho nesses dias foi dado só com água, por isso não precisam de levar os sabonetes nem essas tralhas todas. São super cheirosas e giras, eu sei, mas completamente desnecessárias por esta altura.

Ainda muito importante: a chupeta. Graças a deus levámos um par de chupetas. Por mais que alguém seja apologista da doutrina “ao meu bebé, uma chupeta eu não darei”, acredito que aos primeiros 2 minutos de choro intenso se convertem a “alguém me arranje uma chupeta, antes que eu fure os tímpanos só para não o/a ouvir a berrar”. É assim, nós, pais, não conseguimos aguentar os filhos dos outros a chorar, e o nosso muito menos. Por motivos diferentes, é certo, mas é exatamente isto. A nossa filha começou com as chupetas de 0 meses da Avent, que eram as únicas que lhe serviam (já disse que ela nasceu pequena, certo?) e ainda hoje usa da mesma marca. Recomendo – ela é feliz, nós somos felizes e assim estamos todos bem.

 

Last, but not least… a mala do pai!

Toda a gente se esquece do pobre coitado que fez a criança dentro de nós (ainda que não seja fisicamente assim em 100% dos casos, mesmo os que não a fizeram vão depois tomar conta dela!). Vai o homem andar mais nervoso do que nós nos dia D, por isso cabe a nós tomar iniciativa para que ele tenha tudo o que vai ser preciso no hospital.

No nosso caso, o pai ficou comigo (o quarto era privado e tinha sofá-cama para ele), por isso levou na mala uma muda de roupa, roupa interior para os dias de internamento e o pijama. A bolsa de higiene também foi (na verdade ia tudo na minha bolsa :P), mas o mais utilitário vem agora:

Pensem no pai como aquela pessoa que depois vos vai tratar do que for necessário. Se for preciso ir a casa ou ir buscar alguma coisa, ele vai ou arranja quem vá, a sério. Quando voltarem a casa, isto mantém-se.

Se todas estas forem tarefas a dois (especialmente a parte do bebé e do pai), é mais giro e depois não têm o pai, na sala de parto, a perguntar “onde está a primeira roupa do bebé?”.

 

~a

Anúncios

Anúncios